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O Brasil precisa retomar sua coragem...
Todos nós vemos nas ruas vez ou outra, homens caídos na bebida, alguns até de porte avantajado e que inconscientes e incapazes de reagir são xingados e roubados por moleques de rua. O Brasil de hoje infelizmente não está muito longe desse exemplo, levado para o cenário internacional. Custa crer que em questão de um ano três pequenos e paupérrimos países da América Latina hoje fazem com ele o mesmo que esses moleques fazem com um mendigo caído.

Até há 20 anos atrás nossos vizinhos latino-americanos ainda tinham uma certa apreensão com o que os brasileiros iriam pensar ou se iriam dar apoio ou mostrar contrariedade a algum acontecimento fora de suas fronteiras. Hoje, na semelhança do homem caído, ninguém mais liga. Ao contrário também na semelhança dos moleques de rua que aparecem para cuspir, xingar e roubar quem está caído, alguns pequenos vizinhos que até anos atrás respeitavam o Brasil, hoje se divertem criando-lhe problemas e lhe exigindo uma série de coisas, além de lhe roubarem o que for possível.
Em 1985 atrás saíamos de um regime militar ou melhor, os militares acreditavam ser necessário, por uma definição não só histórica mas também de sua formação acima de tudo como brasileiros que o poder fosse novamente entregue aos civis. O regime militar se um por um lado pecou pelo excesso de rigor na visão da chamada segurança nacional por outro realmente dotou o Brasil de um infra-estrutura que ele não tinha antes. Sistemas de transportes, grandes usinas hidroelétricas, sistemas de telefonia, nascente indústria bélica, nacionalização do ciclo de energia nuclear com a usina de Aramar, capacidade própria de lançar foguetes e mísseis a partir da Base de Alcântara e na década de 80 passamos para os sistemas de trasmissão de voz e dados via Embratel com o satélite Brasilsat.
Longe do falso ufanismo de setores que sempre falam em "queda do regime militar" é necessário notar que o regime saiu pelas definições históricas acima citadas, não caiu nem foi derrubado. E ao sair, a mensagem implícita na entrega da faixa presidencial era a de que aos civis era dada a chance de criar um novo cenário político para melhor, como tanto reclamavam. Mas também de forma silenciosa os militares deixaram claro que ou os novos grupos políticos governavam direito ou eles se veriam na contingência de voltar. Tal atitude tem agora todas as justificativas históricas que lhe são necessárias para ser exercida.

Mas depois do governo Sarney no primeiro ciclo civil, quando ainda existia uma preocupação em manter o que fora conseguido para a nação, veio o governo Collor, que deu o primeiro e claro sinal aos governos mundiais de que o Brasil se tornava a partir daquele momento servil a interesses estrangeiros, completamente diferente do Brasil de um Ernesto Geisel que após discordar públicamente de Jimmy Carter, cancelou o acôrdo militar Brasil-Eua e passou a produzir seu próprio equipamento bélico. Hoje tudo isso está perdido e pior, perdido em grande parte durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que adotou com sua vazia e inútil vaidade a bandeira da subserviência e servilismo incondicionais aos grupos econômicos e industriais estrangeiros. Um dos mais claros exemplos disso foi a renúncia à capacidade de pesquisa de um sistema de radar e vigilância aérea próprias, quando também a nossa imprensa maciçamente favorável ao govenro FHC vendeu aos brasileiros a idéia de que o sistema de radares do Sivam seria a proteção definitiva da Amazônia, um radar concebido e fabricado pela empresa americana Raytheon e vendido como uma caixa-preta onde o brasileiro é só um mero apertador de botões na eterna dependência dos engenheiros americanos. Para piorar sem aviões aptos a voar e interceptar o que quer que esse radar mostre.
E a imprensa vendeu essa idéia porque tinha apenas interesses financeiros no caso das já anunciadas privatizações das teles, quando queria se aventurar no então promissor filão das telecomunicações e o fizeram...de forma desastrosa. Nem mesmo foram capazes de manter as posições que já tinham aqui terminando completamente engolidos pelos estrangeiros, tornando-se no máximo figurantes do atual cenário de comunicações. Para mostrar completamente sua incompetência, ainda pediram de joelhos a emenda constitucional 36 de 2002 que permitiu que estrangeiros e empresas de telecomunicações comprassem 30% de seu controle acionário para pagarem suas dívidas. E para isso, mostraram obediência mais que canina para o governo FHC, noticiando tudo o que lhe fosse favorável e escondendo o que não fosse bom ou como disse o ex-ministro Rícupero na famosa entrevista que foi trasnmitida sem que ele soubesse: "O que é ruim a gente esconde, o que é bom a gente fatura."
No atual governo Lula não é diferente. Convenientemente esquecida de certas coisas do passado, a imprensa, sempre em troca de favores, se prepara para deslanchar matérias favoráveis para vender aos brasileiros a idéia de que Dilma Roussef será a melhor governante para o Brasil, omitindo completamente em seus textos que ela foi a ex-guerrilheira Vanda. Recompensas e favores? Isso é para tratar mais tarde, afinal existem outros competidores na disputa. Algemada nos favores que deve, a imprensa brasileira que se proclama independente tem hoje não editorias como se entende em países civilizados, mas senzalas editoriais com escravos dóceis.

Tudo o que acontece nesses dias, merece destaque em especial um assunto desse tipo mesmo porque diz respeito à própria sobrevivência do Brasil que os brasileiros idealistas vêem ameaçada e solapada dia a dia por esses verdadeiros traidores da nação.
O destaque e as denúncias mais candentes dessa situação ficam por conta dos leitores, que hoje dispondo dos seus meios próprios de divulgação de idéias como nestes espaços eletrônicos, devem fazer sua parte para reverter essa situação intolerável para qualquer um que seja nacionalista e tenha um mínimo de orgulho e coragem para defender o Brasil de hoje, que se caiu, foi em consequência do trabalho de traição desses que se dizem defensores da democracia e da cidadania, desde que democracia signifique dinheiro e cidadania algum cargo no governo.
Não pode o brasileiro consciente deixar de colocar seus pontos de vista, para aumentar cada vez mais a intensidade desses debates e denúncias do que fazem contra o Brasil.
Vellker - 24.11.08 - voltar para A_ÍNDICE GERAL 3
criado por Vellker
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