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Marta mostra como é...
Aproxima-se o final do 2o. turno das eleições pela prefeitura da cidade de São Paulo e uma grata surpresa se faz sentir. Marta Suplicy já antevendo a derrota, deixa cair a máscara de lutadora pelos pobres e oprimidos e mostra sua verdadeira face de mulher elitista e tão apegada a expedientes políticos e intolerância social tanto quanto aqueles políticos da velha escola que sempre disse combater.
Caiu a máscara de mulher moderna e progressista que ela sempre usou. A mulher que dava conselhos no antigo programa da rede Globo, o TV Mulher na década de 80 e que viu ali uma oportunidade e tanto para iniciar seu arrivismo político sem ter que sair da zona nobre da cidade de São Paulo, em dias recentes mostrou o quanto despreza os mais desfavorecidos.
Sem dúvida que o partido do atual prefeito Gilberto Kassab, que se originou do antigo PFL e era propriedade total do falecido Antonio Carlos Magalhães, agrega em seu meio políticos conservadores e pouco afeitos a mudanças, mas que pelo menos fazem o favor de dizer a que vem. No entanto isso não deixa de lado os méritos do atual prefeito, que numa gestão por vezes conturbada mas eficiente ganhou a aprovação do povo paulistano exatamente porque soube fazer um equilíbrio de tudo isso e ao mesmo tempo ser um bom administrador.
Para Marta resta como saldo negativo para ela e positivo para a população por ver uma arrivista política ser desmascarada, a derrota pessoal dela e do voto de colher hoje mantido em grande parte pelo PT, pelo expediente da ajuda social, que sem dúvida é correta de uma nação para seus cidadãos menos favorecidos, visando reergue-los de uma situação de pobreza, mas não para mantê-los reféns de uma sigla política. Se votar em mim, tem a colher de comida na boca pelos próximos 4 anos, se não votar fica sem ajuda por 4 anos. Na verdade é esse o novo tipo de voto forçado que o PT implantou. Antes era o voto de cabresto, agora é o voto de colher. Não votou no PT, não tem colher de comida. Tempos modernos.
O que o povo paulistano não esquece de forma alguma é a zombaria explícita que Marta Suplicy fez dele e também dos cidadãos brasileiros durante o apagão aéreo, quando já com o cargo de ministra do Turismo na mão, ao ser entrevistada no aeroporto, na frente das famílias perdidas sem transporte, rindo de todos declarou em alto e bom som que todos deveriam se esquecer dos problemas e depois relaxar e gozar. Dito isto, embarcou em seu jatinho do governo para Brasília.
Durante a época em que foi prefeita, ao visitar um dos bairros pobres de São Paulo muito atingido pelas inundações, de salto alto mal pode caminhar pelas ruas cobertas de lama e enquanto os moradores retiravam seus móveis perdidos e tentavam arrumar suas casas, Marta Suplicy, vestida com um elegante e caro vestido de grife, provocou tamanha revolta entre eles que logo ela e seus seguranças tiveram que sair de lá, atingidos por lama jogada pelos moradores e sob vaias. Essa era a mulher que ainda no poder já mostrava sua verdadeira forma de ser.
Nos dias recentes mostraram também seus seguranças e partidários o quanto são "tolerantes e acessíveis". O repórter do programa CQC da rede Bandeirantes, ao aproximar-se de Marta para uma entrevista foi cercado e hostilizado pelos petistas com cotoveladas e empurrões. Por aí se vê o quanto lucra a cidade de São Paulo deixando de lado e em definitivo a ex prefeita.
Marta Suplicy nesses últimos acontecimentos da campanha, deixou claro o quanto não usar uma máscara lhe dói por ter que mostrar seu verdadeiro rosto. No último debate questionada por Gilberto Kassab sobre a propaganda que veiculou, procurando atingir a vida pessoal do seu oponente, Marta usou a desculpa de que de nada sabia ou seja, admitiu que é só uma marionete do partido, pior ainda dos seus subordinados. Para coroar a semana de declarações desastradas ou melhor, que mostram como ela é, ao ser barrada na visita de obras da prefeitura de Kassab, Marta Suplicy disse com o desprezo característico de classes mais atrasadas que “...colocaram uns peões ai para eu não entrar...”. Não usou o temo trabalhadores, operários ou funcionários. Usou o pejorativo “peões”.
Marta Suplicy revela assim o que conseguiu com êxito esconder durante todo esse tempo: preconceito, arrogância, desprezo e pouco caso pelo povo que não faça parte do seu círculo de amigos, aliás longe do povo propriamente dito. Povo para ela e seu séquito de bajuladores pagos com cargos é só uma desagradável e inevitável obrigação da política, algo assim como uma mansão onde os cargos e mordomias são como os quartos de luxo e o povo é como a área de serviço, fazer o quê?. É só lembrar de como na ganância pelo poder, depois de anos a fio chamando Paulo Maluf de nefasto, passou a elogiá-lo nas eleições de 2004, tentando conseguir os votos dos eleitores dele. Perdeu para José Serra. Mas disfarçou tudo isso durante todo esse tempo porque isso era vital para seu arrivismo político. Porém como disse Abraham Lincoln uma vez, você pode enganar as pessoas por muito tempo, mas não pelo tempo todo.
Eu diria que depois de certo tempo, nem com óleo de peroba, nem com botox.
Vellker – 24.10.08 – voltar para A_ÍNDICE GRAL 3
criado por Vellker
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