BILOGUE DE TEXTOS, IDÉIAS E IMAGENS.

Textos sobre temas diversos e imagens, tudo o que pode servir de reflexão após uma conversa com os amigos. Apesar do calor de algumas discussões, expor idéias, debater pontos de vista, porém sem inimizades. Toda segunda, quarta e sexta-feira.

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Arquivo de: Setembro 2008

15.09.08

P66_Carta ao Velho Amigo

categorias: P_POLÍTICA

Ao Velho Amigo... 

  

Com a postura já explicada da visão política deste espaço, após conversar com um velho amigo que também debate política, ficou combinado que as cartas que trocamos por vezes sobre assuntos do Brasil de hoje e que forem assemelhadas com certos assuntos expostos aqui, serão também publicadas, resguardando-se a identidade desse amigo. 


Re-endereçadas agora ao “Velho Amigo”, por vezes deixarei tais cartas postadas aqui, que em essência refletem a conversa, observação de fatos e coisas assim da política entre dois amigos, cidadãos comuns numa conversa, enquanto o ônibus os leva ao trabalho do dia a dia.   

 

Como de hábito e seria impossível ser de outra forma, os fatos terão sempre uma visão política, uma análise que nos dias em que vivemos se faz mais do que necessária.  Outros colegas já deixaram comentários aqui e de certa forma é uma conversa assim também.


São bem vindas as idéias de leitores opinando sobre temas diversos. Assim a exposição das cartas tem essa finalidade, a de torná-los também velhos amigos, concordando ou discordando da visão debatida, como por vezes acontece num ônibus,, onde um cidadão ou outro, animado pela conversa, pede aparte e também começa a discutir o caso da semana. 

 

Sejam bem-vindos. Considerem-se velhos amigos. 


Vellker – 15.09.08 – voltar para A_ÍNDICE GERAL 3
 

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11.09.08

P65_Tempo de mudanças

categorias: P_POLÍTICA

O início do fim... 

 

Estamos vendo por esses dias o quanto é necessária uma nova ideologia política, que vá além do mero falar de ética, caça a corruptos e criminosos, reformas políticas e Defesa Nacional. Em toda a sua história, é provável que o Brasil nunca tenha se encaminhado para uma ameaça tão grande sem perceber. Ou ao menos, com muitos maus brasileiros, traidores mesmo, fazendo de tudo para que nosso povo não perceba isso.  


O único tema que realmente abrange tudo nisso, numa nova ideologia é a da Defesa Nacional, que se uma vez teve seu auge na época do regime militar, mais do que nunca se faz necessária com os acontecimentos que de forma gradativa vão se sucedendo na América latina e que como não poderia deixar de ser, afetam e muito o Brasil, que ao longo desses 20 anos de regime dito civil, teve suas Forças Armadas sucateadas, seu patrimônio vendido a estrangeiros, seu ensino destruído e foi dividido em zonas de influência, primeiro de coronéis políticos e agora do crime organizado que ficou até mesmo em posição de comandar zonas eleitorais. 


Um exemplo vívido desse perigo são os atuais distúrbios na Bolívia, que há coisa de mais de um ano se prenunciavam, quando o presidente Evo Morales, em atitude equivocada decidiu empenhar-se pessoalmente na proclamação de uma Constituição que praticamente dividiu o país em índios, mestiços e brancos. Carregando o texto com uma interpretação de que aí sim, os índios iriam ser uma espécie de classe dominante, ao invés de unir o país com um discurso pacificador, preferiu Evo apostar na divisão e no domínio de uma etnia por outra, o que já resulta no prenúncio de uma guerra civil, com os últimos conflitos que ali acontecem hoje. 

  

Hoje, enfrentando franca revolta contra o governo central por parte dos estados mais ricos e fronteiriços com o Brasil, como Beni, Tarija, Pando e Santa Cruz, não é improvável que a Bolívia, uma das nações mais pobres e infelizes deste continente, venha a se dividir numa guerra civil, ficando a tão sonhada nação indígena de Evo Morales reduzida às regiões isoladas de La Paz, Oruro e Potosí, mais miseráveis, mais perdidas e mais desvalidas do que já são. Vê-se por aí o quanto é fácil dividir uma nação, dominada por seculares problemas políticos e sociais, os quais a Bolívia apresenta no grau mais elevado na América Latina.

 

Vendo o exemplo da Bolívia, não é difícil antever cenário igual no Brasil, continuando as coisas como estão, com os latentes conflitos sociais sendo agravados por organizações e governos estrangeiros interessados em terem a posse do Brasil como uma imensa província mineral, para atenderem as suas necessidades e tão somente isso.  

 

Os sistemas de energia, transportes e telecomunicações já foram passados a estrangeiros no governo de Fernando Henrique Cardoso e quase nada Lula fez para reverter isso. O primeiro grande território mineral que era dos brasileiros, a Companhia Vale do Rio Doce, foi vendido a estrangeiros em 1997, avaliado por uma empresa estrangeira em 10 bilhões de dólares, quando geólogos do Brasil e do exterior davam para aquela jazida, com toda a estrutura montada pelo Brasil em mais de 20 anos e com capacidade de exploração de 300 anos, o valor mínimo de 100 bilhões de dólares. Mas nem mesmo assim deveria ter sido vendida. Hoje é propriedade nominal de um brasileiro, mas na verdade controlada por belgas e ingleses. 

   

Agora que Lula surge brandindo alegremente a descoberta das jazidas petrolíferas do litoral brasileiro, calculadas em mais de 70 bilhões de barris de petróleo, o atual estado de fraqueza política, social e militar do Brasil, com toda essa riqueza em nosso território, mas sem possibilidades de defesa, nos traz à lembrança as palavras de um estrategista estrangeiro em 1938, no prenúncio da 2a. Guerra Mundial, quando ele dizia que “...O litoral do Brasil oferece hoje a qualquer nação com poder militar, um prêmio de grande valor, visto que o Brasil é um país incapaz de se defender por mar, por terra e por ar, pois não tem forças militares para isso...”. 

 

Hoje, com os conflitos latentes na América Latina, em países como Colômbia, Venezuela e mais dramaticamente na Bolívia, primeiro grande teste de uma divisão política e territorial a ser feita como prólogo do que virá, vemos as plataformas de petróleo do Brasil abandonadas à própria sorte, sem que sua nação seja capaz de defendê-las, enquanto que a Marinha Americana decide reativar a sua IV Frota Naval, usada na década de 60 para operações exclusivamente nos mares da América Latina, incluído aí o Oceano Atlântico e suas recém descobertas jazidas de petróleo, que os americanos precisam para viver e manter sua estrutura industrial e militar, custe o que custar. Sem petróleo e sem minerais estratégicos, a nação norte-americana deixa de existir e estará disposta a atacar qualquer país que disponha dos recursos que ela necessita e que não aceite submeter-se às suas diretrizes de como devem ser aproveitados e em benefício de quem. Hoje, a única nação privilegiada com minérios e petróleo em abundância e livre de qualquer ataque norte-americano é a Rússia, pelo poder militar convencional e nuclear de que dispõe e que construiu ao longo dos anos da Guerra Fria. Só não vê o desastre quem não quer ou vive dele.

 

Mais do que nunca, deixando de lado considerações inúteis e que só nos fazem perder tempo, precisamos de forma decidida a começar a adotar uma nova ideologia de Defesa Nacional, onde se congreguem civis, militares e políticos com patriotismo numa organização única, aberta e acima de tudo nacionalista, para a defesa do que temos e do nosso território, mais do que nunca do Brasil e da nossa sobrevivência como povo. 


Se acreditarmos em nós mesmos como povo e nação, capazes de trazer uma contribuição decisiva e mudanças históricas no curso da Humanidade, precisamos apenas estarmos preparados para esse tempo de mudanças. 
  

 


Vellker - 11.09.08 - voltar para A_ÍNDICE GERAL 3

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08.09.08

P64_Ideologias em formação

categorias: P_POLÍTICA

Sonhos, idéias e escritos... 

 

Agradeço aos leitores que tem visitado este espaço e aviso que algumas mudanças serão feitas em sua estrutura. Os temas que não sejam políticos serão colocados em outro espaço, pois hoje, olhando a situação do nosso Brasil, da nossa população e o assalto gradativo que vai sendo feito contra nosso futuro, o tema político é abrangente demais para repartir as atenções com outros aqui. 


Escrever sobre temas como cinema, reflexões, contos, quem não gosta? Aliás o espaço dos bilogues é para isso. Textos diversos sobre a vida como ela é, assim como dizia Nelson Rodrigues e como gostaríamos que fosse. Mais do que isso, como deve ser, olhando do ângulo político. E nesse ponto, para ajudar em mudanças, textos e idéias tem um valor fundamental. 


Já dizia Carlos Lacerda em seu livro “O Poder das Idéias” o quanto uma simples idéia pode por vezes, aos poucos, começar a tomar força, a aumentar sua intensidade, seu apelo, de tal forma que depois de certo tempo é consenso geral, torna-se o motor de uma grande mudança, não raro de uma grande revolução. Nesse ponto, olhando o Brasil de hoje, relembrando as palavras do velho professor Darcy Ribeiro, temos que concordar com o que ele dizia: “Tenho tão nítido o Brasil que pode ser, e há de ser, que me dói o Brasil que é”. 

 

Assuntos sobre política dos dias de hoje, assuntos sobre a justiça, assuntos gerais que tem tido impacto na vida nacional não podem mais ser vistos isoladamente, mas sim sob a visão política, a mesma que eleva uma nação a grandes feitos ou então a faz desaparecer na obscuridade dos povos derrotados e esquecidos. 


A visão política vai ser o forno onde serão colocados esses temas, como matéria bruta, uma espécie de minério a ser derretido com o calor das nossas emoções políticas, resultando em um aço do espírito que dê sustentação e uma base firme para nossas convicções.

 

A convicção dos que acreditam num Brasil melhor, justo, progressista, capaz de produzir avanços científicos e culturais em benefício de todos, capaz de argumentar no cenário mundial pelas palavras e também se necessário, se defender pelas armas, ao mesmo tempo em que se torna um país que pode sediar encontros e conversações onde grupos em conflito possam sair com mais um passo dado no entendimento e pacificação parece um sonho. 


Mas o que não começou como um sonho neste mundo? Grandes obras da Humanidade ainda hoje nos dão o testemunho da força de um sonho, que muitas vezes migra dele mesmo para a alma do povo que o tem. As pirâmides o que foram um dia? Um sonho, que ainda nos mostra a força que ele pode ter. A grandeza do Império Romano o que foi no início? Um sonho. E hoje aqui escrevemos e lemos com o alfabeto que nos legaram, vivemos o mundo que sonhadores ousaram transformar em realidade.

 

Temos no Brasil um vasto patrimônio natural. Devemos preservá-lo a todo custo. Mais importante ainda, temos um patrimônio humano de raro valor, precioso mesmo, feito de todas as raças. Todos os povos do mundo aqui vieram e simplesmente atrás de um sonho. Uma vida melhor para si e para seus filhos, no fundo a esperança e o sonho de um mundo melhor. Como sempre, um sonho deu origem a tudo isso.


Temos riquezas demais para cuidar, mais que isso, para transformá-las em riquezas que resultem num bem comum, não só a nós brasileiros, mas também a todo o mundo, para que sejamos conhecidos como os brasileiros, bem recebidos em toda parte, bem conhecidos pela alma generosa, acima de tudo, que sejamos conhecidos no mundo como os bons irmãos.


Não vai ser fácil nem indolor, mas é um sonho. Um lindo sonho. Dele resultará uma linda realidade. Basta ao menos termos a coragem de sonhar.

 

Este será o primeiro passo. E toda grande caminhada começa assim. Com um simples e decidido primeiro passo. 


Vellker – 08.09.08 – voltar para A_ÍNDICE GERAL 3
   

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05.09.08

P63_Amigos e opiniões

categorias: P_POLÍTICA

Um amigo faz uma visita...

 

Preparando hoje mais um texto para o meu bilogue (desculpem, aportuguesei a palavra) notei o comentário do responsável pelo espaço jurídico http://promotordejustica.blogspot.com  que reúne textos e matérias não só de temas jurídicos, como também opiniões de membros do Ministério Público e diversos juristas que sempre tem seus artigos colocados ali. Agradeço então pela sua visita e pelo elogio deixado em  meu último texto “A Esperança está morta”. 


Ao rever o referido espaço de textos do Ministério Público, notei que o comentário que fiz acerca do artigo “Quem tem medo de grampo?” foi colocado para leitura imediata dos leitores na seção “A Voz do leitor”, onde por vezes é destacada a opinião de algum leitor das matérias postadas, assim como já foi destacada a de outros leitores em artigos anteriores. Agradeço ao seu responsável mais uma vez por essa consideração.


Aqui neste pequeno espaço, onde tenho sido sempre um crítico por vezes extremado do sistema judiciário do Brasil, pareço estar agora numa encruzilhada. Estarei então elogiando e de forma velada bajulando o editor de um espaço como esse, na velha tradição de agradar autoridades, que no Brasil é tão cara aos amigos de conveniência e ao Brasil tem saído tão cara?


De forma alguma. Nas primeiras leituras que fiz do espaço citado, notei a eloqüência de muitos textos, onde se destacam o inconformismo e a insatisfação mostradas pelos escritos postados lá por promotores, delegados, advogados e diversos articulistas, conhecedores do mundo jurídico e acima de tudo insatisfeitos e mais que isso, duramente inconformados com os rumos atuais do Brasil não só no aspecto jurídico, mas no político, social, em tudo o que possa constituir uma nação no melhor conceito que podemos ter dela e de suas instituições.


Coisa assim merece elogios, dos mais saudáveis que podemos dar e também indicações aos amigos internautas e biloguistas, para que vez ou outra ou assiduamente, naveguem até lá e tomem conhecimento de opiniões e espaços de textos onde podemos, pelo menos nós, os que não aceitam mais esse carcomido sistema político e judiciário, expor opiniões, ter idéias, aprender algumas coisas e tornar cada vez maior a nossa justa revolta contra essas coisas que vemos, que desonram nosso país e pior ainda, degradam brutalmente nosso povo.

 

O que se percebe é que nos textos variam as opiniões, mas rumam todos na direção de que mudanças até drásticas, eu pessoalmente diria flamejantes e extremas, são necessárias para a salvação dessa nação, que perdidamente esperançosa há 20 atrás, vendo a reunião de congressistas que lhe prometiam um caminho de brilho ímpar, vê-se hoje abandonada num caminho escuro e tortuoso, onde já sentiu com seu sofrimento que a nada de bom levará. Há momentos em que abandonamos um caminho porque percebemos que é na verdade uma armadilha.


Sendo assim, por hoje só poderia ter essa opinião, agradecer ao visitante que será sempre bem vindo e pedir mais uma vez aos leitores e também aos colegas biloguistas que mantenham seus espaços sempre com textos expressando indignação e inconformismo frente a tudo de errado que presenciamos e mais do que isso, sofremos. 


Uma vez, numa ira cívica, disse Rui Barbosa que “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. 


É o que vemos hoje. É o que vivemos. É o que nosso povo sofre. Mas também sabia ele, profundo conhecedor da História, que nesses momentos agiganta-se também a indignação dos honestos, a revolta dos justos e assim, de forma inevitável, acende-se a chama de uma revolução que leva a Justiça ao altar de onde ela rege os destinos da nação que se liberta de seus opressores. 

 

E toda a nação que é regida pela Justiça anda sem temores por um caminho iluminado e plano.  


Vellker – 05.09.08 – voltar para A_ÍNDICE GERAL 3 
 

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