| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
Um soldado americano...

Terminada a campanha presidencial americana com a vitória de Obama, John Mccain o candidato do Partido Republicano provavelmente deixará a política não tanto pela decepção de sua não eleição mas pela boa trajetória que já fez em seu país, desde os tempos em que voltou de um campo de prisioneiros ao lutar na Guerra do Vietnã. Tendo retornado em em 1973 depois de cinco anos como prisioneiro dos norte-vietnamitas, Mccain que durante sua prisão rejeitou a proposta de ser libertado para propaganda política e suportou três anos de confinamento em solitárias com espancamentos que lhe custaram a saúde e a carreira de aviador naval, iniciou uma bem sucedida carreira política após seu retorno aos EUA. 
Alinhado com os expoentes do Partido Republicano, sempre convervador e pouco afeito a mudanças gerais tanto no seu país como no predomínio americano no mundo, Mccain apesar disso ficou conhecido por ser um político que muitas vezes questionava as diretrizes do seu partido, achando que deviam procurar primeiro o que fosse melhor para seu país sendo a visão partidária republicana apenas uma auxiliar desse esforço e não uma determinante.
Supreendeu muitos dos analistas políticos que viam nele um contradição: uma espécie de republicano conservador que se não dava muita força para mudanças ao mesmo tempo ansiava por questionar e mudar algumas das visões tradicionais do seu partido em relação a tudo dizendo que ser conservador não era necessariamente a mesma coisa que ser petrificado.
Indicado para concorrer pelos republicanos contra Barack Obama, Mccain se viu às voltas com uma ingrata carga que o tempo foi colocando contra ele por obra dos próprios atos do Partido Republicano: a guerra do Iraque que se arrasta trazendo a cada ano mais perdas, mais custos e mais sofrimento sem perspectivas de solução, a decepção dos americanos com seu partido, a crise financeira que voltou boa parte deles para o candidato democrata e as atitudes de Sarah Palin, indicada como vice e conservadora radical assumida, que inviabilizava com seus discursos qualquer idéia de mudança, que era o que os eleitores mais queriam. Mesmo com suas atitudes mais desajeitadas do que folclóricas, Sarah Palin se tornou uma âncora para John Mccain. 
Com o resultado da eleição, apesar de não conseguir esconder sua tristeza, foi exemplar e de extrema elegância a atitude de John Mccain quando ao discursar e falar de Obama, assim que seus eleitores começaram a vaiar ele pediu calma a todos e respeito ao outro candidato, que havia perdido a avó alguns dias antes e acima de tudo, que tendo sido ele o mais votado pelos americanos Obama era agora seu presidente e ele se sentia no dever de ajudá-lo a governar a América da melhor forma possível, no que conclamou seus eleitores a fazerem isso também. Não podia ser outra a resposta que não aplausos.
Apesar de seu modo de ver as coisas alinhado a um partido conservador, John Mccain deixou uma marca de valor individual e assim como as balas da artilharia anti-aérea inimiga foram fatais para seu avião na guerra do Vietnã, da mesma forma o foram para sua campanha as antipatias que George Bush despertou com seu malfadado governo, o desastre econômico ocorrido no governo republicano e as gafes de Sarah Palin.

Mas John Mccain deixa lembranças dignas de um veterano de guerra.
Vellker - 12.11.08 - voltar para A_ÍNDICE GERAL 3